13º dos servidores municipais do Rio pode estar ameaçado

A situação atual do caixa da prefeitura do Rio de Janeiro é realmente preocupante. Não precisa ser mágico para saber que a gestão atual do prefeito do Rio, Marcelo Crivella, é de deixar qualquer cidadão preocupado.

Logo após anunciar um calote da ordem de R$ 250 milhões ao BNDES para tocar obras (época de eleição), o prefeito simplesmente modificou o “status” da prefeitura para a cor vermelha, ou seja, de mau pagador. Mas afinal, qual ou quais os problemas que esta lamentável decisão acarreta a nossa cidade? Muito simples: quando se dá um calote desta magnitude, o banco, dentro do contrato, faz o arresto (confisco) da arrecadação de impostos recebidos. Quando isso acontece, a prefeitura dá um tiro no pé, ou seja, fica sem dinheiro para pagamentos diversos e também fica sem crédito para poder solicitar outro empréstimo futuro. Situação muito preocupante.

Basta ligarmos a TV para assistir o reflexo da atitude descrita acima. A falta de pagamento de Organizações Sociais (OS) dos mais variados segmentos é um dos exemplos. A saúde, por exemplo, míngua dia após dia, pois possui muitos contratos em aberto para pagamento de funcionários terceirizados. O que acontece? O serviço, que já é ruim, fica por ainda. A população é que sempre acaba pagando a conta da má gestão.

E há outro grave desafio pela frente: o pagamento dos salários e 13º dos servidores municipais. Às vésperas do término do ano, a prefeitura ainda não anunciou como pagará o 13º. Vale lembrar que no ano passado, ainda na gestão do vereador Paulo Messina como chefe da Casa Civil, o pagamento da primeira parcela foi feito no dia 23 de novembro de 2018 – uma semana antes da data limite, sem falar que o pagamento dos salários acontecia dentro do 2º dia útil, o que desandou com a sua saída.

O vereador da cidade do Rio, Paulo Messina (PRTB), gravou no dia 14/11 um vídeo bem didático à respeito das contas da prefeitura. Vale a pena assistir.