A falta de agentes educadores nas escolas municipais do Rio é grave

A rede municipal de ensino do Rio de Janeiro é a maior de toda a América Latina. É a que infelizmente possui cada vez mais demandas a serem equacionadas. A falta constante de vagas vinculada ao crescimento populacional, a falta de profissionais da educação, como por exemplo professores, agentes educadores e demais cargos, constituem um problema que persiste na rede de ensino.

O cargo de agente educador, cargo este que realiza as tarefas do antigo inspetor de alunos é, dentre todos os cargos da Secretaria Municipal de Educação(SME) o que possui a maior baixa de profissionais. De acordo com a Lei 5.288 de 30 de junho de 2011, sancionada pelo ex-prefeito Eduardo Paes, o quantitativo de agentes educadores deveria ser de 3.000, sabendo-se que muitas novas escolas foram construídas de 2011 até hoje, ou seja, o quantitativo deveria ser até maior. Hoje, o quantitativo não chega a 900. É preocupante.

Os agentes educadores possuem a seguinte descrição sumária de suas atividades: “Prestar apoio às atividades educacionais mediante orientação, inspeção e observação da conduta do aluno e atender à segurança de crianças e jovens nas dependências e proximidades das unidades escolares da rede oficial do Município”. Nota-se que a descrição acima não só cita que o agente educador é formador de conduta, mas também é responsável pela segurança dos alunos no perímetro escolar e em áreas internas, e que representa uma grande importância em todo o contexto escolar.

Todos nós sabemos que a violência tem aumentado na cidade do Rio e no país inteiro. Ter escolas sem agentes é, sem sombra de dúvida um retrocesso enorme, sem falar que muitos dos agentes que estão na ativa sofrem com constantes desgastes emocionais e físicos, uma vez que o quantitativo é baixo. As próprias coordenadorias(cres) remanejam agentes educadores em caráter especial para escolas que estão sem o profissional. As readaptações por problemas psicológicos ou até psiquiátricos e exonerações só aumentam. É o pior momento que nós vivenciamos.

O último concurso para o cargo de agente educador teve edital lançado em 2010, e expirou em fevereiro de 2015, e de acordo com um anteprojeto de lei enviado ao executivo, a escolaridade mínima para que possa haver concurso é a de nível médio, e a escolaridade atual é a de nível fundamental, ou seja, o concurso só poderá acontecer com a referida alteração da escolaridade.

A questão da segurança nas escolas é fundamental. Sabemos que o secretário César Benjamim tem feito um grande trabalho à frente da secretaria, e que não depende só dele que aconteça, mas não queremos que este cargo continue neste processo de “sangria”.

 

3 Comments

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  1. Gostaria de saber o que pensam os administradores deste site oficial da categoria sobre o vídeo publicado aqui onde o prefeito,mesmo ciente da LRF (o que fica claro na fala sobre convocações),diz que está tudo certo para que o projeto seja enviado ainda este ano,porém,o vereador Paulo Messina diz,dias depois,durante uma live,que a mudança ficará para depois devido a esta lei?
    Sinceramente,não entendi a razão do texto não mencionar este fato e mencionar apenas o Secretário Benjamin.
    Se este site é da categoria,não seria uma pergunta interessante a ser levantada?
    O que mudou entre a fala do Sr.Prefeito e a do vereador se a situação já era conhecida?

    1. Kelly, todos os Agentes Educadores aguardam o Projeto de Lei ser enviado à camara. Vale lembrar que ele é resultado de um anteprojeto de lei, que nada mais é do que um estudo complementar acerca da nossa escolaridade. A Ayla Paiva já perguntou ao Sr. prefeito sobre o PL, e o mesmo respondeu que temos que aguardar mais um pouco. Dependemos de outras esferas, infelizmente. Mas qualquer novidade eu postarei. E eu sou o administrador do blog. É só olhar um pouco abaixo no lado direito que você verá. Abs.

      1. Exatamente,Jefferson.
        Por isso questionei.
        Na live do Prefeito,ao ser questionado pela Ayla Paiva, assessora do vereador Paulo Messina, o sr.Crivella respondeu articulando com perfeição cada fonema de “ainda este ano”,não sendo o prazo aberto ou indefinido,uma vez que a fala se deu em outubro, sobre esse “espere só mais um pouco” entende- se um limite.
        Curiosamente, 12 dias depois do chefe do Executivo, esfera da qual sempre nos foi dito dependermos, finalmente nos dar uma boa notícia, o vereador Paulo Messina afirmou o contrário, mas não respondeu sobre o que mudou em 12 dias, uma vez que a situação econômica da cidade já era conhecida e amplamente divulgada.
        Sendo assim, achei relevante e fiquei realmente curiosa sobre a cobrança ser direcionada ao sr.Secretário e não ao vereador, pois se há uma resposta tão clara de quem mais pode resolver o problema da categoria, creio que a lógica seria a categoria buscar compreender a razão da mudança e qual é o posicionamento do sr.Prefeito nesse momento.
        Não seria conveniente solicitar maiores esclarecimentos do vereador sobre o caso?
        Já o fiz,mas não obtive resposta.