A importância do Agente Educador nas escolas e sua situação atual

Imaginem uma escola em pleno funcionamento. Aquela famosa hora do recreio, onde os alunos fazem suas refeições, compartilham pensamentos, olhares, brincam com toda a agitação normal de uma criança no pátio ou quadra. Agora imaginem o profissional que está ao redor destes alunos, vigiando-os, observando seus comportamentos, atitudes, coibindo a indisciplina e a falta de respeito com o semelhante, zelando pela sua segurança. Enfim, este é o nosso ambiente. O nosso espaço de trabalho.

O Agente Educador, é o servidor estatutário da prefeitura que tem uma grande importância dentro do “chão” das escolas. Somos regidos atualmente pela lei municipal 3.985 de 8 de abril de 2005, e possuímos diversas atribuições, dentre as quais a de sermos responsáveis pela observação da “conduta” do aluno, da segurança nas dependências, orientar sobre regras e procedimentos, etc.

Diante da breve explicação acima, há a necessidade de retratarmos a nossa atual situação, o que tem acontecido atualmente na rede municipal de ensino da nossa cidade, através de um breve resumo.

Após aquele trágico massacre na escola Tasso da Silveira, em Realengo, onde doze adolescentes foram mortos de forma covarde, houve uma intensa movimentação por parte da Secretaria Municipal de Educação, comandada na época pela ex-secretária Cláudia Costin,  Verificou-se que não havia a presença de porteiros nas escolas, e a maioria das escolas não existia a figura do Agente Educador. Poucos foram chamados antes da tragédia. Depois da porta aberta, houve a decisão por parte da secretaria e em comum acordo com o prefeito da época, que todas as escolas estivessem com Agentes Educadores, inclusive um por andar, e também a contratação de porteiros para as escolas. Só que infelizmente, como diz o ditado popular, tudo que é bom dura pouco.

Com o passar dos anos, diante das inúmeras atribuições impostas aos Agentes Educadores, e das difíceis condições de trabalho nas escolas e desvalorização profissional, houve uma intensa saída de inúmeros destes profissionais, uns para outros concursos, outros solicitando exoneração para trabalhar fora do meio público, etc. Verifica-se que há um problema a ser resolvido.

Quando o banco de concursados expirou em fevereiro de 2015, não havia mais como “tapar o buraco” nas escolas, e o quantitativo de Agentes Educadores foi aos poucos diminuindo, quadro que se torna cada vez mais preocupante. Quem realizará as funções citadas no início do texto? Quantos Agentes Educadores temos nas escolas atualmente? Com certeza, menos da metade. Em diversas Audiências Públicas itinerantes realizadas nas áreas das coordenadoria regionais em 2015, foi dito em alto e bom som que a maior baixa de profissionais era de Agentes Educadores. Já no ano citado, a situação já era preocupante, Imaginem agora.

Precisamos muito que este profissional esteja novamente em todas as escolas do município, atuando em prol da segurança, disciplina e conduta dos alunos. O aluno é a peça fundamental desta grande máquina chamada Educação, e somos uma das engrenagens que mantém este funcionamento contínuo. Afinal, a escola é, e sempre será um espaço democrático.

4 Comments

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  1. Acho muito pouco a remuneração , se colocar pelo menos 1½ salário já ficari mais atrativo fazer o concurso .

    1. Tem razão, Wagner. Por isso que lutamos tanto para termos o nível médio, que inclusive está atrelado à realização do concurso. Só haverá concurso com o nível alterado. Não tem jeito.

  2. Geisa paula dos santos santana

    Gostaria de Sáber se tem como ainda fazer a inscrição desde já agradeço!