Limpeza e manutenção permitem reabertura de vilas olímpicas

As vilas olímpicas, agora sob os cuidados da Secretaria Municipal de Educação, Esportes e Lazer, voltaram a ser cuidadas, deixando de ser um perigo à saúde pública. Das 22 vilas olímpicas, antes na esfera da antiga Secretaria Municipal e Esportes e Lazer, 14 foram recebidas sem manutenção e sem administração. Lixo, mato e água parada se acumulavam, com as piscinas sem tratamento, e a população reclamando da perda de espaços de esporte e lazer.

Hoje, podemos dizer que esses equipamentos esportivos foram saneados: empresas foram contratadas para fazer a segurança, limpeza e manutenção dos espaços de convivência e das piscinas, que também começam a receber guardiões, para garantir que não haja acidentes durante o uso das mesmas.

Agora é hora de reabrir cada um desses espaços, sem que seja necessário fazer a população esperar pelo processo de licitação das novas empresas que vão administrá-los. Do total das vilas, 12 estão sem contratos. Outras três só têm contratos até fevereiro.

A ideia, num primeiro momento, é fazer contratos de administração das vilas por nove meses, tempo suficiente para aprovar a adoção de um novo modelo de gestão dos equipamentos esportivos.

O novo modelo prevê um processo de integração desses espaços na rede pública de ensino, a partir de um planejamento cuidadoso do uso de cada um deles. A Secretaria de Educação, Esportes e Lazer pretende, por exemplo, que cada Coordenadoria Regional de Educação (CRE) se relacione diretamente com duas vilas, com planejamento de uso delas e contando com um sistema adequado de transporte das crianças. Como as vilas estão espalhadas pela cidade, o tempo de deslocamento não seria grande em nenhum caso.

A Subsecretaria de Esportes e Lazer já reuniu o histórico e a situação atual (legal, gerencial e física) de cada vila, ao mesmo tempo, em que saneou os espaços. Hoje, seus integrantes debatem com empresas e universidades interessadas na manutenção e administração dos equipamentos esportivos da Prefeitura a forma mais adequada, e rápida, de colocá-los de novo em funcionamento, planejando abertura com professores da SMEEL.

O total de gastos com as vilas, em 2016 (lembrando que a Esportes e Lazer era uma secretaria autônoma) foi de R$ 50,4 milhões. Com o Rio em Forma foram gastos 23,2 milhões. As vilas olímpicas são espaços de prática de esportes e participação de jovens em atividades culturais, educacionais, sociais e de saúde.