MEC retira do texto da base curricular as expressões “identidade de gênero” e “orientação sexual”

NATÁLIA CANCIAN
DE BRASÍLIA

O Ministério da Educação e Cultura retirou na calada da noite os termos “identidade de gênero” e “orientação sexual” da nova versão da base nacional curricular. A mudança já aparece em uma versão atualizada do documento oficial.

A primeira mudança aparece em um capítulo que fala sobre a importância da base para que o país tenha “equidade” e “igualdade” no ensino.

Dizia o trecho do documento inicial, na página 11: “A equidade requer que a instituição escolar seja deliberadamente aberta à pluralidade e à diversidade, e que a experiência escolar seja acessível, eficaz e agradável para todos, sem exceção, independentemente de aparência, etnia, religião, sexo, identidade de gênero, orientação sexual ou quaisquer outros atributos, garantindo que todos possam aprender.”

Leia mais em: http://www1.folha.uol.com.br/educacao/2017/04/1873366-ministerio-tira-identidade-de-genero-e-orientacao-sexual-da-base-curricular.shtml

 

2 Comments

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  1. Uma educação sem corpo, sem sexo, sem gênero, sem cor, sem raça, sem partido, sem espiritualidade

    Que no fim privilegia o homem branco rico, heterossexual, cristão e de direita

  2. Segundo o coordenador-geral da Campanha Nacional pelo Direito à Educação, rede que reúne mais de 200 organizações civis, Daniel Cara, a BNCC deve se adequar à Constituição Federal, que define que todos têm que ser iguais perante a lei. “É injustificável a retirada [do termo orientaçlão sexual e da discusão sobre questões de gênero]. A escola tem missão de garantir que na sociedade todos respeitem todas as formas de identidade. Não colocar essa questão na BNCC significa que não vão refletir sobre um país que é machista, misógino, homofóbico. É um recuo grave.”